Living La Vida Loca
Rabiscado por Gui Neves | 30/11/2009.
To pedindo arrego. Sério, não dá mais! As pernas não me obedecem, o fígado tá chorando, a carteira cada vez mais leve e a cabeça prestes a explodir toda manhã. Não to aguentando o ritmo frenético dos bares Novaiorquinos.
Em quatro dias, já fui em oito bares (sendo que na primeira noite fizemos festa em casa). Uma média de três bares por noite. E aqui parece que o negócio é esse mesmo. Entrar num bar, ficar mal, ir pro próximo, ficar pior, ir pro próximo, cair na sarjeta, morrer ou dormir. Parece muito legal falando assim (e na real é mesmo), mas meu corpo ainda não conseguiu se recuperar da viagem. Esses primeiros dias, que deveriam ser para dar uma relaxada, tem se tornado uma monstruosa maratona ébria pelos bares de Nova York e uma tortura para os meus pés.
O bacana é que, de uma certa forma, é uma maneira divertida de conhecer a cidade. Os bairros Lower East Side, Upper East Side, Soho, Solitas e Union Square conheci com um copo na mão. Ok, eles parecem um pouco mais “blurry” desse jeito, mas é uma forma interessante de ver como a cidade realmente funciona. Existem bairros com maior concentração de bares (especialmente em downtown) mas você pode sempre achar um lugar bacana para beber e assistir a esportes sem precisar pegar um metrô ou taxi.
Os bartenders na sua maioria são muito boa praça. Te chamam pelo nome, lembram o que você gosta de beber, ficam fazendo gracinhas e de vez em quando até rola uma por conta da casa. Claro que tudo isso porque eles querem ganhar a gorjetinha deles (que a gente acaba sempre dando, principalmente depois de umas, quando você já considera o bartender seu melhor amigo). A música varia bastante (mas sempre algo agradável) e em alguns lugares tem a famosa jukebox pra você escolher sua própria setlist (fiz um bar inteiro cantar com Cryin do Aerosmith na outra noite). As pessoas são receptivas e animadas (especialmente quando você fala que é brasileiro) e a comida (quando tem) também não decepiciona. Mas a melhor parte de tudo são as bebidas. A diversidade de marcas e tipos de cervejas e chopps é incrivelmente superior aos bares brasileiros. Gosto especialmente de pedir as Weizenbiers (cervejas de trigo) que são mais leves e com sabor bem diferente.
Bem, pelo menos toda essa despirocaceira deu conteúdo pra um post aqui no blog. Hoje vou lá me apresentar no emprego, e vamos ver se assim eu finalmente me acalmo por aqui.
Ah, to batendo umas fotos aqui com o celular agora. Quando der eu do uma upada e ponho aqui. Vou ficar devendo hoje.
Asta!