Literatura para os sovinas.

Rabiscado por Gui Neves | 05/12/2009.

Nove dias em NYC. Nove dias de turista, devo dizer. Porém, isso está pra acabar. Já tenho data e hora pra começar a trabalhar! Segunda as 10 da manhã. Não vou dizer que estava louco pra começar no trampo porque pra ser bem sincero dá pra você ficar um bom tempo nessa cidade sem se sentir ocioso. Mas pelo menos a partir de agora não vou sentir tanto peso na consciência ga$$$tando como estou fazendo.

Nessas pequenas férias, tive a oportunidade de conhecer muita gente, beber em diversos bares, comer comidas estranhas, passear em lugares diferentes e gastar relativamente pouco para fazer tudo isso. A pluralidade da cidade te proporciona, quando você sabe onde procurar, encontrar pechinchas muito boas. Uma delas já comentei no post anterior, a loteria de bilhetes da Broadway. Mas é claro que tem muito mais.

Esse post é só pra fazer um rápido merchan gratuito pra duas literaturas que vem me ajudando muito desde a primeira vez que vim para Nova York.

O primeiro é o site Nova York para Mãos de Vaca, um guia já bem conhecido pelo pessoal que pretend viajar para cá e conseguir se segurar nas economias. Desde 2007, o blogueiro brasileiro (mas residente aqui na cidade) Henry Bugalho vem trazendo informações e dicas de como aproveitar a cidade gastando pouco. O roteiro da minha primeira viagem fiz totalmente em cima desse blog. Recomendo que você leia por ordem cronológica, até porque as principais dicas estão em 2007. Hoje em dia já não acho os novos posts tão interessantes, mas vale a pena ficar de olho. Ele também comercializa um guia em PDF por 12 reais, mas é só uma compilação dos melhores posts.

O segundo é um livro que comprei ainda no Brasil chamado “Nova York Grátis e Muito Barata” da Frommer’s. A publicação traz mais de 350 dicas de eventos, atrações, cursos e ambientes que você pode frequentar sem gastar nada ou pagando bem abaixo da tabela de preços de nova York. Deixo esse livro aqui do lado da cama e to sempre folheando ele quando estou sem idéias do que fazer. Precinho meio salgado, mas acaba compensando com as boiadas que você acaba conseguindo.

Eu fiquei de escrever aqui sobre minhas impressões sobre os shows da Broadway que eu vi até agora, mas to sem paciência pra pensar agora. Também quero falar um pouco sobre o apartamento que eu to morando, mas fica pra próxima.  Té mais.

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Papo de Designer (2)

Rabiscado por Gui Neves | 10/01/2009.

Blogado lá no Design.com.br

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Ansiedade de Informação – Parte 1

Rabiscado por Gui Neves | 09/10/2008.

Richard Saul Wurman escreve sobre Ansiedade da Informação em seu livro homônimo (Cultura Editores Associados, 1991). Segundo ele, trata-se de um estado de desequilíbrio psicológico causado pela distância entre o que compreendemos e o que deveríamos compreender. Em miúdos: é o desconforto que sentimos todos os dias por não sabermos o suficiente, não nos mantermos informados sobre todos os assuntos nos quais gostariamos de nos aprofundar.

Wurman escreveu o livro antes da internet, prevendo a enxurrada de informação que hoje é exprimida em nossos cérebros todos os dias, quando abrimos nossos email, checamos portais de notícias ou visitamos nossos blogs favoritos.

Este livro, por um acaso, é meu livro de cabeceira. Sofro da “doença” e no meu caso acredito ser incurável. Não consigo estar acordado por um segundo sem estar conectado a algo. Um rádio, uma televisão, internet, um livro,  uma revista, um ipod, um celular. É como se estivesse numa constante corrida contra a velocidade da informação e eu nunca serei capaz de alcança-la. Uma sensação de desconforto constante exigindo que eu me atualize, me intere e me aprofunde mais no conhecimento que desconheço. Uma ida ao banheiro sem um livro na mão já foram cinco minutos desperdiçados. A viagem de casa para o trabalho com o rádio desligado é inconcebível. O dia é uma maratona que eu corro sozinho e sempre chego em segundo lugar.

Agora a pouco, antes de deitar, sentei aqui para fazer (pela enésima vez) a sabatina diária de checar emails, orkut e sites do me interessa. Foi quando me peguei visitando meu próprio blog para ver se ele havia atualizado (!).

Cheguei ao cúmulo da ansiedade da informação.

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